Confesso que, por algum motivo, hoje foi um dos dias mais difíceis ao visitar o Presidente Jair Bolsonaro. Ao entrar no quarto, deparei-me com aquele homem forte “apagado” na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. Precisei recuar. Fiquei alguns minutos em silêncio, do lado de fora, tentando recompor-me, antes de entrar novamente. Quando voltei, ele continuava da mesma forma. Aproximou-me, fiz um carinho na sua cabeça, e ele sequer reagiu. Explicaram-me que, por conta das medicações fortes, a sua sensibilidade está ainda mais elevada. Ele usa, inclusive, uma pulseira com a indicação: “RISCO DE QUEDA”. Quando acordou, optei por não falar nada sobre o que está acontecendo aqui fora. Apenas comentei, de forma leve, sobre o novo visual do Augusto Nunes, fato que arrancou dele um “espanto” ao despertar. Meu pai segue na unidade semi-intensiva, com a voz fraca, sonolento por conta dos medicamentos e reclamou de respiração debilitada, certamente devido à terceira pneumonia seguida após a sua prisão ilegal. Presenciei a coleta de mais de cinco ampolas de sangue para exames. Fiz a minha parte, com humildade. Ele disse-me que gostou da minha presença e que amanhã eu voltaria. Saio do hospital destruído, como sinceramente não esperava ficar. Mas seguimos. Amanhã é outro dia. Quinta-feira, 19 de março de 2026 Carlos Bolsonaro